May 7th, 2010
Terminou na passada quarta-feira um conjunto de tertúlias sobre os pré-socráticos, a primeira iniciativa da recém-criada “Origem da Comédia” (associação formada por alunos de Estudos Clássicos).
Como memória desse evento, ficou um blogue com várias informações e materiais.
Também de um blogue dispõe a associação, onde os membros escrevem sobre assuntos vários relacionados com o Mundo Antigo.
Rodolfo Lopes
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March 27th, 2010
O dia 21 de março é consagrado a Dia Internacional da Poesia. Bem gostaríamos que dia de poesia fossem todos os dias, porque já os Gregos pensavam que a poesia educa, forma e humaniza. Com esta “Arte Poética” o Fluir Perene assinala e celebra o Dia da Poesia de 2010.
José Ribeiro Ferreira
Arte Poética
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February 8th, 2009

A serena e materna Loba do Capitólio (séc. V a.C.), um dos primeiros espécimes da arte romana, quantas evocações desencadeia. A memória parece que salta, sem se conter, a deslindar os caminhos da vida e a desfibrar ou desfiar os novelos do mito. As ‘lobas de Roma’: o mito e vida nas encruzilhadas e silêncios, nas luzes e sombras, nas dobras e passos de pessoas e palavras. Read the rest of this entry »
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January 30th, 2009
Visita a Florença – ainda que rápida e apenas a alguns locais seleccionados, ainda que não passe de revisita saudosa – arrasta sempre consigo íntimas emoções. Florença a mágica cidade do Arno, de tantos fascínios.
Começámos pela visita panorâmica da Praça de Miguelângelo sobre a cidade. Uma surpresa! A cidade estende-se calma e colorida, de manchas de branco, de verdes matizados, do avermelhado dos telhados. A placidez matutina ainda não acordou nos seus poros e veias. Ou a vida que percorre e fecunda as ruelas estreitas, esconde-se dos olhares distraídos de quem de longe a contempla?

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January 29th, 2009
Um fascínio Roma! Merece bem que lhe beijem o solo todos os que a visitam, tanto fez pela Europa, tanto nos legou. Um mundo de imagens e cores, de figuras históricas e criações lendárias, de obras de arte e produções literárias, de linhas e volumes.
A muita amada Roma, a Urbe que em si carrega e acumula tantas emoções, tantas palavras, tantos gestos, tantas vozes, tantas imagens, tantas cores desfiadas na memória, eterna dobadoira que não pára nem domar se deixa: Eneias a subir o Tibre até ao reino arcádio de Evandro; Reia Sílvia e os seus amores com Marte, diz a tradição, com; a loba e os gémeos, o desentendimento trágico na fundação da cidade; o rapto das Sabinas que boas filhas e ternas mulheres amantes levam à paz, à concórdia e à união de povos; Miguel Ângelo a observar, emocionado, a face dolorosamente contraída do Laocoonte que aos poucos se levanta dos alicerces de Santa Maria Maior. O louco caminhar da memória, num fluir constante, aos saltos, sem barreiras que a tolham. E aos poucos parece-me ouvir a voz cheia e inconfundível de Sophia, naquele seu recitar cadenciado:
O belo rosto dos deuses impassível e quebrado
A noite-loba rondando nas ruínas
A veemência a musa
Colunas e colinas
O bronze a pedra e o contínuo
Tijolo sobre tijolo
A arte difícil e bela da pintura
A música veemente que assedia a alma
O corpo a corpo do espaço e da escultura
Os múltiplos espelhos do visível
A selvagem e misteriosa paixão de Catilina Read the rest of this entry »
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